Apesar de alta nos preços do feijão e carne, cesta básica de Salvador é a mais barata entre capitais do Brasil, aponta Dieese

Foto Ilustração


Um levantamento divulgado na segunda-feira (6), pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que a cesta básica em Salvador eé a mais barata entre as capitais do Brasil. O levantamento é referente ao mês de junho.

Conforme o Dieese, a variação mensal da cesta em Salvador foi de 2,16 % (aumento), com valor de R$ 419,18. As cinco cestas básicas mais baratas são de capitais do Nordeste. Logo após Salvador, o segundo menor preço foi registrado em Aracaju (R$ 420,03), seguido de João Pessoa (R$ 430,44), Recife (R$ 435,30) e Natal (R$ 442,46).

O primeiro lugar da lista é ocupado por São Paulo, com a cesta básica mais cara do país: R$ 547,03.

Apesar da cesta básica barata, Salvador teve aumento em dois importantes itens para o consumidor: o feijão e a carne.

De acordo com o levantamento do Dieese, o feijão teve aumento de 10,20%, e a carne bovina 12,24%. Mesmo com a diminuição da demanda interna, o preço da carne aumentou devido à menor oferta e ao alto volume exportado.

Além de Salvador, o feijão apresentou aumento de preço em 15 capitais. no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, variou entre 0,25%, em Goiânia, por exemplo. Apenas em Belo Horizonte, o preço médio diminuiu (-0,35%). Já o valor do feijão preto, pesquisado nos municípios do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, subiu mais em Florianópolis (12,08%). O preço do feijão carioquinha seguiu em alta, mesmo com a menor demanda interna.

Segundo o Dieese, a falta de grãos de qualidade encareceu o tipo 1. No caso do feijão preto, o fim da colheita no sul do país e a pouca disponibilidade do produto no mercado mundial são fatores que explicam a elevação da cotação média.

A carne bovina de primeira teve aumento em 13 cidades, além de Salvador. Em Belém, por exemplo, as elevações oscilaram 0,45%. Mesmo com a diminuição da demanda interna, o preço da carne aumentou devido à menor oferta e ao alto volume exportado. Informações do G1.

Comentários no Facebook