Após MP, Bellintani projeta criação de blocos de clubes para negociar transmissão de jogos

O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, voltou a exaltar a Medida Provisória assinada pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), que trouxe alterações nos direitos de transmissão de jogos dos clubes. Nesta sexta-feira (19), ele detalhou as vantagens que vê com as novas regras para fechar os acordos comerciais. Para o dirigente, ela estimula a formação de grupos de agremiações para conseguir melhores contratos. 

“Sem a ideal união de 20 clubes (quem sabe um dia), a MP traz um modelo que estimula muito a formação de blocos parciais, consórcios de clubes, etc. Pode ser um começo da cultura de união, que até então não estava fortalecida. Antes da MP, se dez clubes se unissem em bloco, poderiam vender 90 jogos do Brasileirão (do total de 380). Mesmo sendo 50% dos clubes, só detém menos de 25% dos jogos. Os outros jogos desses clubes desaparecem do mercado, viram pó. Clube ganha menos e o torcedor é prejudicado. Com a MP, esses dez clubes passariam a vender 190 jogos, mais que dobrando a quantidade de jogos a serem comercializados. O produto, portanto, valerá mais, e o torcedor é diretamente beneficiado com isso”, explicou no Twitter.

O mesmo raciocínio seria aplicado na negociação para ter os jogos exibidos na TV aberta. “Se, por exemplo, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Vasco, etc fecham com a Globo, a única saída para o Bahia na TV Aberta é fechar com a Globo. Porque se o Bahia não tiver esses jogos a TV aberta vale muito pouco. Com a MP, a TV aberta do Bahia ganha mais força. Temos como vender nossos jogos contra Flamengo, Corinthians, Vasco e Palmeiras. Mais uma vez, a formação de blocos será importante. Bahia sozinho não terá muitos caminhos”, disse o dirigente.

Bellintani ainda falou do modelo atual de remuneração através do pay-per-view (PPV). Segundo ele, o Bahia já chegou a receber R$ 20 milhões por ano pela transmissão das partidas, mas atualmente essa receita caiu para menos de R$ 10 milhões. Com a MP, os clubes poderiam repensar em outras alternativas. 

“É um produto em declínio. É uma forte tendência que clubes possam criar suas próprias plataformas de streaming. O valor pago ao Bahia pelo PPV é baixo o suficiente para que seja melhor termos a nossa própria transmissão, até mesmo fazendo consórcio com plataformas de outros clubes ou, quem sabe, uma plataforma única para dez, doze clubes”, projetou. Informações do Bahia Notícias.

Comentários no Facebook