Após ofensa a Maia, Salles aciona Abin para apurar suposta invasão

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acionou nesta quinta-feira (29/10) a Agência Brasileira de Investigação (Abin) para apurar suposta invasão na conta oficial do Twitter dele.

Na noite dessa quarta-feira (28/10), o perfil do ministro do Meio Ambiente respondeu publicação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o chamou de “Nhonho”.

Ele respondeu o seguinte comentário feito por Maia: “O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”.

Ricardo Salles alegou, na manhã desta quinta (29/10), no entanto, “que alguém se utilizou indevidamente da minha conta no Twitter para publicar comentário“. Em seguida, apagou a conta na rede social.

Além da Abin, Ricardo Salles teria acionado o próprio Twitter para apurar a suposta invasão. O Metrópoles apurou que a rede social checa a questão internamente.

“Quando agimos em contas ou Tweets por violação a nossas regras, deixamos um aviso”, ressaltou o Twitter. No perfil de Salles não há nenhum aviso, o que sugere que a conta foi desativada pelo próprio ministro.

Mensagem direta

Questionado sobre o motivo de ter apagado a conta, Salles disse ter encaminhado “mensagem diretamente a Rodrigo Maia explicando que não publicou tal mensagem e que vai apurar a utilização indevida”.

De acordo com o colunista Ígor Gadêlha, da CNN Brasil, o ministro acredita que um ex-assessor da campanha dele para deputado federal, em 2018, teria entrado na conta e feito o comentário a Maia.

Procurado, Rodrigo Maia não se pronunciou sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

O integrante do governo Bolsonaro já havia se tornado alvo de críticas, na semana passada, ao chamar o ministro da Secretaria de Governo (Segov), general Luiz Eduardo Ramos, de “maria fofoca”.

Após as declarações do ministro, Rodrigo Maia, outros parlamentares e até o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, saíram em defesa do militar. Com as repercussões negativas, Salles pediu desculpas ao general Ramos.

“Conversei com o ministro Luiz Ramos, apresentei minhas desculpas pelo excesso e colocamos um ponto final disso. Estamos juntos no governo, pelo presidente Bolsonaro e pelo Brasil. Bom domingo a todos”, escreveu.

Após a conversa, o militar disse que “uma boa conversa apazigua as diferenças”. “Intrigas não resolvem nada, muito menos quando envolvem questões relacionadas ao país. Eu e o ministro Ricardo Salles prosseguimos juntos em nome do nosso presidente Jair Bolsonaro e em prol do Brasil Bandeira do Brasil Bandeira do Brasil”, escreveu Ramos. (Do Metrópoles, Com informações da Agência Estado)

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