Camaçari: Oziel apresenta proposta para resolver problemas de mobilidade urbana

Foto: Ilustração

O problema da mobilidade urbana em Camaçari é uma situação que afeta negativamente a vida dos motoristas, pedestres, ciclistas, motociclistas e principalmente do comerciante na cidade.

Recentemente o trânsito do centro da cidade passou diversas modificações, mudando a rota de motoristas e transeuntes e dificultando o acesso de clientes às lojas do centro comercial. Aliás, volta e meia a Superintendência de Trânsito e Transporte de Camaçari (STT) promove alterações no trânsito da cidade, sem um anúncio prévio, e o resultado é o caos.

Equipes da STT removendo Blocos de concreto colocados em algumas vias para diminuir o fluxo de veículos no centro da cidade e o número de pessoas nas ruas, no início da pandemia – Foto: Reprodução

Em entrevista concedida ao radialista Mário Augusto, no programa Contato Direto, da rádio 88 FM, na manhã desta sexta-feira (16), o candidato a prefeitura de Camaçari, Oziel Araújo (PDT), que foi já cobrador de Kombi durante a adolescência, defendeu a licitação do transporte público na cidade: “precisamos fazer a licitação do transporte público em Camaçari. Precisamos ter as estações de transbordo em Camaçari, não tem como um morador da orla pagar mais caro do que um morador da sede, na tarifa, essa tarifa precisa ser unificada. e nós precisamos garantir que esse cidadão que sai de Camaçari e queira pegar sua praia na orla, ele pague apenas uma passagem, e o cidadão da orla que quer vir ao centro , pague apenas uma passagem”, afirmou.

Oziel Araújo (PDT) em entrevista ao radialista Mário Augusto – Foto: Reprodução YouTube

Para Oziel, o modelo de transporte camaçariense, que começou com as Kombi’s, poderia ter sido aproveitado ao longo dos anos, apesar das adaptações sofridas pelo modal: “com o passar do tempo, o que a gente teve, com a evolução, talvez, nos veículos que foram modificados, mas o modal que permaneceu o mesmo, não desmerecendo os cooperados, na realidade, eles acabaram ficando reféns desse processo, porque, poderiam ter sido muito bem aproveitados ao longo do tempo, e infelizmente foram prejudicados”, pontuou.

Entre outras coisas, o candidato abordou ainda a insegurança econômica dos cooperados, em fazer o transporte público na cidade, e criticou a falta de responsabilidade da prefeitura na fiscalização do transporte: ” houve uma completa falta de responsabilidade por parte do governo, na fiscalização, então isso comprometeu mais ainda, não só os cooperados, mas também os taxistas, mototaxistas, toda essa rede que faz o transporte acabou sendo comprometida”, expôs o candidato.

Outra abordagem que sugere melhorias no fluxo do trânsito de Camaçari foi a construção de um novo terminal rodoviário, de acordo com Oziel, o equipamento vai ampliar a oferta de linhas na cidade além de exigir maior investimento em infraestrutura:” a construção de uma nova rodoviária que contemple as principais vias de acesso à cidade e a ampliação da rede de linhas que servem para outra cidade e outros municípios é algo que é para ontem, isso precisa acontecer e essa é a nossa posposta, de que isso irá acontecer, tendo a possibilidade de licitar, eu vou poder ampliar a oferta de linhas em Camaçari, isso vai me obrigar a fazer investimento em infraestrutura, por que eu preciso dar acesso a essas linhas que serão criadas”, completou.

Em abril de 2019, a Câmara de vereadores promoveu um debate sobre a questão do transporte público na cidade. A solenidade contou com a participação de estudantes, permissionários, representantes do governo municipal, do poder legislativo e outros integrantes da sociedade civil. Na ocasião, o secretário de governo, José Gama afirmou que a prefeitura estava elaborando um edital com um formato novo de transporte para o município, chegou até a comparar o modelo da capital: ” Será feito um debate lá, e o formato que vier, em Salvador é Integra, aqui pode ser MobiCamaçari, não sei qual vai ser o título, mas nesse momento não temos condição nenhuma de apostar no colapso”, afirmou o chefe da Segov.

Mas, quase dois anos se passaram e nenhuma solução para o transporte público municipal foi posta em prática.

Veja o trecho da entrevista:

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