Camaçari: Prefeitura promove novas melhorias na alimentação escolar

A Prefeitura de Camaçari tem trabalhado incansavelmente para garantir uma merenda de qualidade aos estudantes da Rede Municipal de Ensino. Todos os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) são cumpridos e para 2019 mais medidas foram tomadas, como aumento da oferta de frutas e verduras, aquisição de produtos integrais e aumento do investimento local.

Dentre as diretrizes estabelecidas pelo PNAE está a oferta de uma alimentação rica em alimentos in natura, adequada nutricionalmente e respeitando os hábitos da região. A secretária de Educação, Neurilene Martins, afirma que o objetivo é “garantir uma alimentação nutritiva, adequada e frequente para os nossos estudantes, desde os pequenos da educação infantil, aos jovens e adultos”.

A Prefeitura, através da Secretaria de Educação (Seduc), aumentou a oferta de alimentos in natura, zerou a compra de enlatados e embutidos, proibiu as compras de refrigerantes e bebidas de baixo valor nutricional e não realiza mais compra de alimentos liofilizados, que são aqueles que só acrescentam água.

Outra importante medida é a ampliação da oferta de frutas e verduras oriundas da agricultura familiar. Atualmente, são gastos 70% dos recursos recebidos através do PNAE para aquisição destes produtos, mesmo o mínimo obrigatório sendo de 30%. Para isso, serão investidos R$ 1.170.000,00.

Por entender que é preciso investir mais na alimentação escolar, o prefeito Elinaldo Araújo aumentou o recurso local. Então, além da verba que vem carimbada pelo PNAE, Camaçari investiu em torno de 40% a mais do que era aplicado, para que de fato ofereça aos estudantes todos os itens, nas combinações necessárias.

A distribuição dos produtos segue um cronograma formal quinzenal de entrega nas unidades de ensino, de acordo ao cardápio proposto pelos nutricionistas da Coordenação de Alimentação Escolar. Exceto tomate, cebola e alho, coentro e cebolinha, que são distribuídos semanalmente para as unidades com objetivo de reduzir perdas e faltas.

Dentre as frutas e verduras que constam no cardápio estão: mamão, banana da prata, laranja, goiaba, melancia, tangerina, abacaxi, abóbora, batata do reino, chuchu, repolho, cenoura, quiabo, batata-doce, banana da terra e aipim. Já dos alimentos de origem animal, para compor as fontes protéicas dos cardápios, contam com: peixe em posta tipo cação (peixe livre de espinhas e já porcionado), coxa e sobrecoxa de frango, peito de frango (da agricultura familiar), carne de 1ª em bife, fígado em iscas e carne moída, em iscas e em cubos.

Os cardápios ainda contam com produtos de panificação, lácteos, dentre outros. Os biscoitos e cereais foram substituídos por alimentos integrais. Assim, foram licitados, através de registro de preço, produtos como: arroz parboilizado integral, biscoitos integrais (doces e salgados), além do açúcar demerara, que substituirá o açúcar branco nas escolas.

Um levantamento está sendo realizado sobre os alunos alérgicos ou com restrição alimentar. A iniciativa acontece em parceria com a Secretaria de Saúde (Sesau), através do Programa Saúde na Escola (PSE), e já na matrícula o responsável pode informar a condição especial alimentar do aluno, assim como o termo de liberação para que o aluno possa ser assistido pelo programa.

Para atender as demandas referentes às intolerâncias alimentares, alergias alimentares e restrições alimentares, estão sendo adquiridos, através de processo licitatório, os seguintes produtos: edulcorante (sucralose), leite sem lactose, biscoito sem glúten, biscoito sem lactose, macarrão sem glúten, entre outros.

Outro destaque importante foi a capacitação ofertada às merendeiras escolares, o que vem garantindo, desde novembro de 2017, uma melhor qualificação no cuidado com a alimentação dos estudantes. Até o momento, 55% dos profissionais já foram treinados, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), e nova turma já está sendo formada para dar continuidade ao processo de capacitação. O objetivo é capacitar 100% dos merendeiros escolares e assim trazer inovações para otimizar o trabalho desses profissionais.

“Tudo isso acontece por entendermos que uma educação mais e melhor só se realiza se essas crianças estiverem na escola e, dentro dela, com a garantia dessa rede de proteção, para que a aprendizagem ocorra. Então, todos os investimentos na alimentação estão diretamente relacionados à aprendizagem e desenvolvimento das nossas crianças”, finalizou a titular da pasta, Neurilene Martins.

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