Chefes de fiscalização do Ibama advertem para risco de ‘apagão’

Foto: Vinicius Mendonça/Ibama

Servidores de carreira do Ibama alertam sobre o risco de o órgão ambiental federal sofrer um “apagão” no ano que vem, por conta do orçamento um terço menor e com o número de fiscais em queda.

Em documento, divulgado pela Folha hoje (27), eles reclamam da implantação de metas impostas pela direção e da nomeação de gestores com pouca experiência na área ambiental. O requerimento, assinado por 22 dos 26 chefes estaduais de fiscalização, foi dirigido à coordenadoria geral de Fiscalização Ambiental. 

Para a fiscalização, estão previstos R$ 76,8 milhões no próximo ano, uma redução de 25% em relação a 2019. Além disso, o Ibama conta atualmente com cerca de 720 fiscais para todo o país, contra 1.600 em 2009, o que significa redução de 55% ao longo de dez anos.

Outra medida defendida no documento é a nomeação exclusiva de servidores de carreira para cargos de gestão. Quase todos os superintendentes estaduais nomeados pelo governo Bolsonaro são de fora do Ibama. 

O requerimento pede também o fim da “mordaça” imposta pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que impediu o contato direto dos servidores do Ibama com a imprensa. 

“O emprego de estratégias de comunicação de forma a ampliar a percepção da sociedade quanto à atuação da fiscalização ambiental visa promover maior dissuasão dos ilícitos ambientais”, diz o documento.

Em resposta, o órgão ambiental federal disse que “entende que é importante apresentar à sociedade o trabalho realizado pelo Instituto. Não se trata de rever qualquer tipo de estratégia de comunicação”.

O Ibama ainda informou que as metas poderão ser revisadas e que atendem a uma nova metodologia do Ministério da Economia. Via Metro1.

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