Corte de bolsas para pesquisas de pós-graduação foi maior no Nordeste

Rio de Janeiro - O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem(LBCD) inicia operação especial olímpimpica e paralímpica nos Jogos Rio 2016. Durante os Jogos o laboratório vai funcional 24 horas, em todo o período de competições, O LBCD integra o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) do Instituto de Química da UFRG, localizado na ilha do Fundão. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A redução de bolsas para pós-graduação feita pelo governo Jair Bolsonaro no ano passado teve maior impacto no Nordeste, de acordo com dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e publicados pela Folha hoje (17).

Já os cursos mais atingidos foram das áreas de engenharia, educação e medicina.

As bolsas são financiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Foram canceladas 7.590 bolsas para financiar pesquisas de pós-graduandos. No total, são 84,6 mil estudantes atendidos com financiamento. Outras 476 bolsas fazem parte de acordos e editais específicos, em geral por temas e abertos a várias instituições. 

Para a análise dos dados, a Folha considerou somentes os benefícios de programas institucionais.

O número absoluto de bolsas canceladas foi maior no Sudeste, que também concentra o maior número de programas e órgãos de pesquisa. Os cancelamentos representaram 6% do total de 2.882 bolsas da região. 

No entanto, proporcionalmente, a região mais afetada foi o Nordeste. As instituições nordestinas perderam 2.063 bolsas, o que corresponde a 12% das vigentes anteriormente. Informações do Metro1.

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