Defesa de Witzel vai ao STF para tentar reconduzir governador ao cargo

O governador Wilson Witzel, assina licença de instalação da usina termelétrica GNA II, no Porto do Açu, durante reunião no Palácio Guanabara

A defesa do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reconduzi-lo ao cargo. Essa é a segunda tentativa impetrada pelos advogados, que tiveram a primeira solicitação negada pelo ministro Dias Toffoli.

Segundo o pedido da defesa, não há urgência que justifique a medida de afastamento do governador. O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastou Witzel do cargo por um prazo de 180 dias, o que foi confirmado depois pela Corte Especial do tribunal, por 14 votos a 1 para manter a decisão do relator.

“Nenhum elemento concreto, específico e individual, no entanto, foi indicado pela gravíssima decisão de afastamento do governador, não sendo demais insistir que, desde a decretação da primeira busca e apreensão, há 03 (três) meses, nenhum comportamento inadequado pode ser a ele atribuído”, diz trecho do habeas corpus.

Witzel é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar uma organização criminosa que movimentou propinas em um valor de R$ 554,2 mil, que teriam sido pagas por empresários da área da saúde ao escritório de advocacia da primeira-dama do Rio, Helena Witzel.

A defesa de Witzel ainda sustenta que todos os atos do governador, após que as suspeitas de irregularidades vieram à tona, “foram somente no sentido de contribuir com as apurações e proteger o erário”. Informações do Metrópoles.

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