Entenda as diferenças entre as vacinas da Oxford/AstraZeneca e da Coronavac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou por cinco votos a zero o uso emergencial de duas vacinas contra o coronavírus. A vacina de Oxford, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Os técnicos da agência recomendaram o monitoramento de incertezas e a reavaliação periódica dos dois imunizantes. 

Mas quais as diferenças entre as duas vacinas?

A diferença entre as duas vacinas está na tecnologia e não na sua origem, chinesa ou europeia. A vacina de Oxford usa o vetor viral, já a da CoronaVac usa o vírus inativado.

Vacina de Oxford
  • A vacina de Oxford tem nome ChAdOx1. Ela utiliza uma tecnologia conhecida como vetor viral recombinante. Ela é produzida a partir de uma versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés – e que não causa doença em humanos. A esse imunizante foi adicionado o material genético usado na produção da proteína “spike” do Sars-CoV-2 (a que ele usa para invadir células), induzindo os anticorpos.
  • A vacina mostrou eficácia média de 70,4%, com até 90% de eficácia no grupo que tomou a dose menor.
  • Especialistas britânicos disseram que a vacina de Oxford tem eficácia de 70% com 21 dias após a primeira dose. Isso significa que 7 a cada 10 pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas 21 dias depois. Quando a segunda dose é aplicada 12 semanas após a primeira, esse número pode chegar a 100%, diz a AstraZeneca.
  • Não foram registrados efeitos adversos graves em nenhuma das duas vacinas. Os efeitos mais comuns foram dor no local da injeção, febre e dor de cabeça de intensidade leve ou moderada.
CoronaVac
  • A vacina da CoronaVac usa o vírus inativado, que não consegue nos deixar doentes, mas isso é suficiente para gerar uma resposta imune e criar no nosso organismo uma memória de como nos defender contra uma ameaça. A tecnologia é bastante tradicional e foi desenvolvida há cerca de 70 anos.
  • A eficácia da vacina CoronaVac é de 50,38%. 
  • São necessárias duas doses para conquistar o máximo de eficácia. De acordo com o Instituto Butantan, entre a primeira e a segunda dose, deve haver um intervalo entre 14 e 28 dias.
  • Não foram registrados efeitos adversos graves em nenhuma das duas vacinas. Os efeitos mais comuns foram dor no local da injeção, febre e dor de cabeça de intensidade leve ou moderada. Informações do Jornal NH.

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