Flávio Bolsonaro posta vídeo de autópsia de miliciano morto na Bahia e sugere tortura; “ferro no peito”

O senador Flávio Bolsonaro publicou, nesta terça-feira (18/2), um suposto vídeo da autópsia do miliciano Adriano da Nóbrega, morto na semana passada no município de Esplanada, na Bahia. Nas imagens é possível ver o corpo do ex-policial militar na maca do Instituto Médico Legal (IML).

As imagens são fortes. De forma irônica, o filho do presidente Jair Bolsonaro falou sobre o resultado da perícia e sugeriu que o miliciano tenha sido torturado antes de ser morto. “Foram 7 costelas quebradas, coronhada na cabeça, queimadura com ferro quente no peito, dois tiros à queima-roupa (um na garganta de baixo p/cima e outro no tórax, que perfurou coração e pulmões)”, escreveu.

As imagens foram divulgadas no Twitter do senador. O perfil do congressista é aberto e qualquer pessoa pode acessá-lo.

VEJA:

IML NEGA 

O Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) negou indícios de execução. Na última sexta-feira (14/2) o diretor do órgão, Mário Câmara, e o perito Alexandre Silva apresentaram versões que rebatem uma reportagem da revista Veja.

A publicação apontou que foram encontrados ferimentos, no corpo de Adriano, não condizentes com uma troca de tiros. De acordo com Câmara, o corte encontrado na cabeça foi causado após a morte. “Deve ter batido em alguma quina, pode ter sido carregando o corpo”, disse, na ocasião. 

Sobre a marca cilíndrica no peito – a mesma citada por Flávio – os especialistas descartaram a hipótese de queimadura causada pelo cano de uma arma. “Não tem como aquilo ser um cano de arma, só se fosse uma bazuca. Tem que investigar a causa, a gente não especula”, afirmou o diretor. Ele explicou, ainda, que a marca é chamada de “esquimose” e pode ter sido causada por uma pancada. Informações do Aratu On.

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