Governador do Piauí é eleito presidente do Consórcio Nordeste no lugar de Rui Costa

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), foi eleito por unanimidade, nesta segunda-feira (28/9), pelos nove governadores da região para assumir o Consórcio Nordeste a partir de janeiro de 2021 no lugar do gestor da Bahia, o também petista Rui Costa. 

“Reduzimos custos e fortalecemos ações regionais sob a gestão de Rui Costa. Continuaremos trabalhando por um projeto de desenvolvimento integrado, com o Nordeste conectado”, afirmou o novo presidente. 

O consórcio foi criado pelo governador baiano em 2019, fato elogiado pelo piauiense. “Um marco importante que garantiu a união de nossos esforços em torno de objetivos comuns, para gerar mais desenvolvimento na região”. Além de Rui e Wellington, votaram Renan Filho (AL), Camilo Santana (CE), Flávio Dino (MA), João Azevedo (PB), Paulo Câmara (PE), Fátima Bezerra (RN) e Belivaldo Chagas (SE). 

Eleito em março de 2019, o governador da Bahia liderou a primeira compra coletiva realizada pelo consórcio, que gerou uma economia de R$ 50 milhões aos cofres públicos, nas contas do Governo da Bahia. Rui também esteve à frente do grupo durante missão internacional que resultou em parcerias e negociações dos estados nordestinos com países europeus.

Uma das ações, porém, não deu certo. Durante o início da pandemia do coronavírus, cerca de 400 respiradores foram comprados por R$ 48,7 milhões, pagos pelo Consórcio Nordeste, mas nunca foram entregues. A compra desencadeou a Operação Ragnarok, que resultou na prisão de Cristiana Preste, e Luiz Henrique Ramos, dono da Hempcare, além do diretor da Biogeoenergy, Paulo de Tarso Carlos. 

Na época, Rui Costa lamentou o ocorrido. “Eu não tenho compromisso com nenhuma pessoa que fez coisa errada, não me interessa quem seja. Eu não tenho rabo preso com ninguém. Eu quero apuração, quero investigação, quero o retorno do dinheiro público não somente para a Bahia, como para todos os outros estados do Nordeste”. O caso está na Justiça. 

DIAS ALVO DA PF 

O novo presidente já foi alvo da Polícia Federal em julho deste ano. Na oportunidade, a PF, junto com a Controladoria Geral da União, cumpriu mandados de busca e apreensão contra o petista e a esposa dele, a deputada federal Rejane Dias.

A investigação apura uma suposta fraude na contratação de transporte escolar, via Secretaria da Educação, entre 2015 e 2016, anos em que Rejane esteve como secretária. Wellington lamentou, na época, a ação, que teve desdobramento até dentro da sua casa. Ele classificou a operação como mais um espetáculo e destacou que a vida toda ele e sua família sempre agiram respeitando as leis e as instituições. Informações do Aratu on.

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