Indústria farmacêutica: a cura ou o lucro?

Foto: Ilustração

Outro dia, numa rádio, em um quadro, que fala de saúde, um médico foi perguntado se as pessoas estão ficando mais doentes hoje do que antes; o médico respondeu que é a saúde que tem se tornado um mercado rentável, por esta razão o número de clínicas particulares e tratamentos médicos têm aumentado desordenadamente.

O bioquímico e biólogo molecular inglês Sir Richard J. Roberts, que ganhou o Prêmio Nobel em medicina, afirmou em entrevista, que a indústria farmacêutica não vende a cura de determinadas doenças porque não é rentável para o mercado: “medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos”.  

Para o Nobel, tanto empresas quanto entidades políticas dependem do que chama de máfia, uma para se manter hegemônica e a outra para financiar suas campanhas: “Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras”, afirmou.

E com a realidade econômica do Brasil, onde a maior parte da população utiliza a renda, quase em sua totalidade, para comprar medicamentos, fica evidente que o compromisso da indústria farmacêutica está pautado nos grandes negócios. Assumindo um papel de vender a cura a conta-gotas ou quem sabe, postergar o problema de saúde daquele paciente até chegar num estágio crônico, para garantir o lucro. Como comenta o pastor Fernando Santana: “todos os meses, idosos gastam boa parte, quando não, a totalidade de suas aposentadorias, para comprar medicamentos caros, quando poderiam comprar os genéricos, que são mais baratos. Tudo isso porque, médicos, financiados e “comprados” pela indústria farmacêutica, “empurram” a marca e não a substância, com a alegação de que são mais confiáveis. Mentira! Eles estão ganhando para isso”.

Perguntada sobre o que acha da situação, uma popular, identificada como Luciene Texeira lamentou a atuação desses poderosos da saúde: “Infelizmente a indústria farmacêutica é quem lucra, só pensa em si e no lucro obtido. Eles não têm coração, são gananciosos”, declarou.

No que depender das grandes empresas, o número de clínicas e medicamentos só vão aumentar,  a nossa ilusão de que as pessoas estão ficando cada vez mais doentes também, além do mercado da saúde, primeiro porque determinadas substâncias são criadas para adaptar o organismo do doente a elas, para que o paciente se torne dependente da droga, e depois, chegando a um estágio de cronicidade, o paciente tende a morrer com a doença que adquiriu.

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