Justiça proíbe publicação de notícias sobre crise na Jordânia

Rei Abdullah II foi chamado de corrupto por príncipe - Foto: JORDANIAN ROYAL PALACE / AFP

O procurador-geral de Amã, Hassan al-Abdallat, vetou nesta terça-feira (6) a divulgação de qualquer informação sobre a crise da família real da Jordânia enquanto houver a “investigação” dos serviços de segurança.

“A proibição inclui a mídia audiovisual e os sites de redes sociais e a publicação e circulação de qualquer imagem ou vídeo relativos a esse argumento sob pena de responsabilidade penal”, disse al-Abdallat à agência local Petra.

A censura ocorre um dia depois do rei Abdullah II determinar que um membro da família real, Hassan bin Talal, faça a intermediação com o príncipe herdeiro e seu meio-irmão Hamzah bin Hussein, responsável por tornar a briga por poder pública durante o último fim de semana.

No sábado, Hamzah publicou uma série de críticas ao monarca em vídeos enviados para a emissora britânica “BBC”. Nas mensagens, ele dizia que estava sem acesso à internet e chamava o governo de Abdullah II, que comanda a Jordânia há 22 anos, de corrupto e incompetente.

Durante o fim de semana, o príncipe foi colocado em prisão domiciliar e cerca de 15 pessoas foram presas por “razões de segurança” por “conspirar contra a segurança e a estabilidade do país”.

A crise está abalando uma das monarquias mais estáveis do mundo e diversos políticos globais – do mundo árabe ao Ocidente – prestaram seu apoio ao rei jordaniano. Da ANSA.

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