Lava Jato cumpre 47 mandados na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e DF

Foto: Joá Souza/ Agência A Tarde

Uma nova etapa da operação Lava Jato foi deflagrada nesta terça-feira, 10, na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Mais de 200 policiais foram às ruas na ação que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência envolvendo contratos de operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura que atuam no Brasil e no exterior.

A PF informou que os repasses para uma das empresas teriam chegado a R$ 193 milhões entre 2005 e 2016. A equipe composta por agentes da PF, Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal cumpre 47 mandados de busca e apreensão expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

A 69ª fase da Operação Lava Jato foi denominada Mapa da Mina, cujo inquérito policial teve início a partir de evidências colhidas na 24ª fase da força-tarefa. Os investigadores apontam que serviços contratados pelo grupo econômico alvo da ação foram realizados em patamares ínfimos ou não foram prestados, apesar dos pagamentos recebidos integralmente.

O nome da operação foi extraído de arquivo eletrônico de apresentação financeira interno do grupo econômico, contido em material apreendido na 24ª fase da Lava Jato, o qual indicaria como “mapa da mina” as fontes de recursos advindas da maior companhia de telefonia investigada. O real significado da expressão também é objeto das apurações.

A Polícia Federal não divulgou os nomes dos alvos.

PF em Salvador

Na capital baiana, os agentes da PF e da Receita estiveram na sede da agência de publicidade Propeg, na Avenida Sete de Setembro, no bairro da Barra. Em nota, a empresa informou que houve uma confusão causada por erro de endereços, pois os agentes estariam com mandado para um outro endereço. Confira:

Em respeito aos seus clientes, aos seus colaboradores e ao mercado publicitário a Propeg esclarece o seguinte:

Na manhã desta terça-feira, 10 de novembro, o escritório da Propeg em Salvador se viu envolvido em uma confusão causada por erro de endereços.

A diligência cumprida na agência destinava-se, na verdade, a outra empresa, e não à Propeg.

Portanto, vale destacar que a Propeg, que tem Contratos Públicos e inúmeros clientes privados, não está sendo investigada na Operação ocorrida hoje em alguns estados.

Cumpre informar que a Propeg já está tomando as providências cabíveis e necessárias para desfazer este engano. Informações do Portal A Tarde.

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