Na contramão da disciplina, atos de vandalismo nas escolas, são recorrentes

Reprodução: Redes Sociais

Um vídeo que circula nas redes sociais, mostra um estudante da rede estadual de ensino, em uma escola na Bahia, praticando um ato de vandalismo. Atitudes como a desse estudante já se tornaram recorrentes no cotidiano das escolas brasileiras.

A cena é filmada por outro estudante, que parece surpreender o colega no ato, que mesmo sendo filmado deu continuidade a ação.

Nas imagens, o jovem está numa sala de aula, vazia, espalhando cadeiras por toda a sala. As cadeiras e mesas todas de pernas para cima.

Em determinado momento, ele arremessa a mesa do professor no centro da sala onde estavam as demais cadeiras. As cenas de vandalismo têm chocado os internautas.

Escolas Cívico-Militares

No mês de setembro, o presidente da República Jair Bolsonaro assinou um decreto para a implantação de 216 escolas militarizadas até 2023, sendo 54 unidades por ano. 540 militares da reserva foram destinados para atender às 30 primeiras unidades. A meta do governo é alcançar pelo menos 10% dos estabelecimentos de ensino.

A proposta é promover a disciplina, uma melhor qualidade no ensino e a preservação de valores, perdidos ou de repente modificados, ao longo de pelo menos duas décadas.

Os professores, diretores e coordenadores pedagógicos continuam com suas atividades normais, de acordo com a proposta, e o papel dos militares seria de promover a disciplina, a segurança dos alunos, dentre outras atividades pertinentes à posição.

Com a modalidade, os alunos devem ter aulas de civismo, ética, Constituição Federal e Ordem unida.

Apesar de já existir escolas militarizadas no Brasil, diversos estados e municípios demostraram interesse em implantar o modelo; esse interesse tem crescido. A adesão das escolas é voluntária.

A Bahia não adotou o estilo em suas escolas

A rede de ensino estadual de ensino da Bahia tem 1.163 escolas e 711 anexos, dessas, 14 são geridas pela Polícia Militar da Bahia (PM), o que representa 1,2% das unidades escolares da rede.

Apesar disso, o governador do estado, Rui Costa, optou por não aderir ao modal nas escolas administradas pelo estado. 15 Unidades da Federação, além do Distrito Federal, fizeram adesão ao modelo; no Nordeste, apenas o Ceará mostrou interesse.

De acordo com informações do site Varela Notícias, a Secretaria estadual da Educação afirmou que não houve adesão das escolas estaduais porque estão buscando maiores informações sobre os aspectos pedagógicos e financeiros.

Sem dúvida, a promoção da disciplina, do civismo e da ordem, provenientes desse modelo de ensino, vai barrar ações como essa descrita nos primeiros parágrafos, e muitas outras que acontecem diariamente nas salas de aula, onde o professor não é mais enxergado com o respeito merecido, e é tornado vítima do banditismo que tem entrado nas escolas.

*Com informações do site da Veja; portal Uol e portal Varela Notícias

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