No Brasil, 23% das câmaras municipais não têm nenhuma mulher eleita

proporção de mulheres eleitas para cargos políticos é menor do que a de homens nas 27 assembleias legislativas e nas 5.570 prefeituras e câmaras municipais do país.

A conclusão, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), faz parte de relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Junto ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro, o Pnud lançou nesta terça-feira (29/9) o novo Atlas do Desenvolvimento Humano.

Segundo a plataforma, números de 2017 apontam que 1.296 (cerca de 23,3%) de todas as câmaras municipais do país não contam com nenhuma uma mulher eleita.

Na mesma medida, 69% dos municípios tinham menos de 20% das cadeiras nas câmaras municipais ocupadas por mulheres e 89,80% das cidades, menos de 30%.

Além disso, apenas 637 cidades brasileiras era chefiadas por prefeitas. Isso significa que existem cerca de nove prefeitos para cada chefe de Executivo municipal mulher.

Eleições 2020

Nas eleições de 2016, foram contabilizados 496.927 candidatos, sendo 31,9% feminino (158.450 mulheres). Neste ano, até o momento, são 545.452 candidatos, com 33,1% de mulheres (180.799 candidatas).

Nas últimas três eleições, esse número não passou de 32%. De acordo com as regras atuais, pelo menos 30% das vagas de candidatos e de verba pública dos partidos precisam ser reservadas para elas.

O número pode ser ainda maior, uma vez que o TSE informou que o residual de candidaturas feitas de maneira presencial levará alguns dias para ser contabilizado pelo sistema.

O prazo de registro de candidatos foi encerrado no sábado (26/9). Candidatos que não tiveram o nome inscrito pelo partido têm até esta quinta-feira (1º/10) para inscrição.

A plataforma

O Atlas do Desenvolvimento Humano apresenta indicadores socioeconômicos baseados em informações de registros administrativos e inovações tecnológicas e de interação.

“As ferramentas técnicas são mais sofisticadas, a plataforma é mais rápida, promove a interação, permite a construção de gráficos com diferentes camadas”, diz a economista do Pnud Betina Barbosa.

A primeira edição do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil foi lançada em 1996. Desde então, outras duas versões foram lançadas, sendo a última em 2013. Esta é a quarta edição.

“A plataforma traz uma leitura dos diversos fatores sociais. É a primeira no Brasil que constrói a relação entre indicadores e agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável”, afirma Barbosa.

Os números são extraídos de ministério setoriais, como da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Datasus e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), por exemplo. Informações do Metrópoles.

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