Para Marinha, navio irregular pode ter causado acidente com óleo

Foto: Reprodução

O comandante da Marinha, o almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior, informou que a hipótese mais provável para contaminação com óleo de praias do Nordeste seria um acidente envolvendo um “dark ship”, ou seja, um navio que estaria transportando carga irregular e, por isso, teria escolhido rotas diferentes.

Após se reunir com o presidente da República em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), na manhã desta terça-feira (22/10/2019), para atualizar dados da investigação, o almirante informou que as diligências em curso não descartaram nenhuma hipótese.

“O mais provável é a probabilidade de um ‘dark ship’”, indicou o comandante. “É um navio que teve um incidente e, infelizmente, não progrediu a informação como deveria”, explicou.

“O dark ship é um navio que tem seus dados concretos, seus dados informados, mas, em função de qualquer restrição de embargo que acontece, tem uma carga que não pode ser comercializada. Então, busca linhas de comunicação marítimas que não são tão frequentadas. Ele não alimenta seus sistemas de identificação, procura para as sombras. Essa navegação produz dificuldade de identificação”, explicou o comandante da Marinha.

Além dessa possibilidade, as investigações estão centradas em mais 30 navios registrados com bandeiras de 10 países. As nacionalidades das embarcações são mantidas em sigilo pela Marinha. “Os trabalhos de apuração prosseguem e só terminarão no dia em que localizarmos quem agrediu a nossa pátria”, completou.

Segundo o almirante, somente o fato de um possível acidente não ter sido comunicado já é criminoso. “Todo incidente de navegação, pelas regras internacionais, homem ao mar, avaria, mau tempo, é obrigação, pelas convenções internacionais, que os comandantes se informem. Isso não ocorreu. É um fato que sublinha uma tentativa de se esconder através da dificuldade que existe de identificação de navios no mar”, ponderou o comandante. Informações do Metrópoles.

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