Pedestres e motoristas reclamam da falta de educação no trânsito em Camaçari

Qual a sua maior queixa do trânsito em Camaçari? Essa é uma pergunta meio difícil de responder, por que são várias as situações envolvendo a educação no trânsito da cidade, que levam tanto motoristas quanto pedestres a refletirem sobre o assunto.   

As queixas são muitas: é motorista que não sinaliza ao entrar numa rua, que avança o sinal, ultrapassa a faixa de pedestre, para em local inapropriado, motociclista que avança pela direita, salta lombada, joga lixo pelas janelas…

Para a professora Francis Carvalho, o maior problema dos motoristas é não ligar a seta quando vai entrar na outra pista: ” Os motoristas de Camaçari são, na maioria mal-educados, não respeitam limite de velocidade, faixa de pedestre e principalmente, tem um problema de não ligar as setas, não entendo por qual motivo, já que a mesma não gasta gasolina para funcionar”.

O desrespeito ao pedestre e o uso do celular enquanto dirige, foram alguns pontos que chamaram a atenção da cabeleireira Joseane Duque: “eles não dão prioridade aos pedestres, não sinalizam com antecedência, param no meio da rua para bater papo; não respeitam as leis, como não usar o celular quando está dirigindo. Já os pedestres transitam pelas ruas, sendo que tem calçada para trafegar”, declarou.

“O que mais vejo no trânsito de Camaçari, são motoristas que não se preocupam em dar a seta, param em qualquer lugar principalmente em mão dupla(…) ainda tem os ônibus que param em qualquer lugar”, relatou o metalúrgico Edcarlos Liberato.

Ele citou, ainda, os motociclistas, “que sempre aparecem do nada”, e fazem ultrapassagem pela direita: ” E os motoqueiros, claro, não generalizando, fazem ultrapassagem pela direita, também não usam seta”. 

Para a enfermeira Renata Georgia, “tanto motoristas, como motociclistas não respeitam a faixa de pedestre e semáforo. Cometem infrações, as chamadas “roubadinhas”. Exemplo: no início do viaduto sentido Hospital Geral de Camaçari e no semáforo antes do viaduto. É muito complicado e perigoso ser condutor em Camaçari. Temos que pedir livramento a Deus todos os dias”, disse. 

STT intensifica ações para promoção da educação no trânsito

STT promove palestras em empresas, escolas e associações de bairro

O gerente do setor de educação para o trânsito da Superintendência de Trânsito e Transporte de Camaçari (STT), explica sobre a conduta de alguns motoristas, no trânsito: “Uma pequena parte vê a sinalização como um fator importante; outros, acham que não há necessidade. Ao sair de um estacionamento, ao fazer mudança de faixa, ao ingressar em uma outra via, acessando, sem fazer uma sinalização com antecedência, pode gerar acidentes”, alerta.

Para Dadilson, apesar de as autoescolas fornecerem a base para o condutor, o comportamento de alguns motoristas, no trânsito, é cultural: “As autoescolas têm dado o básico, as informações, mas alguns condutores acabam, de alguma forma, não seguindo as normas ou se aprofundando na questão. Talvez por se acostumarem a estar todos os dias no trânsito, acabam cometendo as infrações, então seria uma questão cultural”

Aragão, falou também sobre o papel da superintendência, na promoção da educação para o trânsito: “Nós criamos uma ronda educativa, que é feita, diariamente, nos bairros de Camaçari com maior número de infrações, tanto na sede quanto na orla. Durante essas rondas, identificamos situações tais como motociclistas ou caronas sem fazer o uso do capacete, pois acham que por ser um percurso curto, que o passageiro pode andar sem o capacete de segurança”.

A promoção de palestras para estudantes e pedestres, esclarecendo sobre os cuidados para dirigir com segurança, é outra área de atuação do órgão. “Temos levado palestras de trânsito e cidadania, levamos também os nossos agentes para fazerem trabalho com algumas empresas e também escolas. (…) Com os alunos, a gente trata do trânsito e da cidadania, o dia a dia do trânsito camaçariense, o trânsito de uma forma geral, para que a gente venha minimizar algumas situações e infrações”.

Por Ailton Gonçalves

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