Polícia Federal prende o empresário Ricardo Mansur nove anos após condenação

O empresário Ricardo Mansur. Foto: Jorge Araújo / Folha Imagem

A Polícia Federal prendeu em São Paulo o empresário Ricardo Mansur, de 71 anos, ex-dono do extinto Mappin, Mesbla e banco Crefisul, que foi condenado pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo a cinco anos e seis meses de prisão por crime contra o sistema financeiro e gestão fraudulenta. A prisão aconteceu ontem, Mansur passou por audiência de custódia na 6ª Vara e teve autorizada a transferência para o regime domiciliar.

Na época da condenação, em 2011, o juiz da 6ª Vara Criminal de São Paulo, Marcelo Costenaro Cavali, deu a réu o direito de apelar em liberdade. Em 2018, a Justiça Federal manteve a condenação do empresário, seguindo o parecer do Ministério Público Federal.

O advogado de Mansur, Marcelo Rocha de Sá, confirmou que o empresário foi preso em sua residência em São Paulo e informou que esta foi a primeira vez que a Polícia Federal o procurou. De acordo com o advogado, Mansur não estava foragido.

— Temos muito trabalho pela frente e vamos respeitar a família nos reservando nesse momento difícil —comentou o advogado.

A denúncia do Ministério Público Federal à Justiça apontou que Mansur, e outros diretores do Crefisul, cometeram gestão fraudulenta em 1998. Para gerar lucros artificiais, o Banco Crefisul realizou empréstimos entre empresas coligadas, com valores em descompasso com a realidade, gerando resultados aparentemente positivos.

A denúncia apontou que o Banco Crefisul transferiu mais de R$ 42 milhões a empresas coligadas. Mas os recursos do banco estavam investidos em títulos das empresas do mesmo grupo, o que contraria norma do Banco Central.

Em março de 1999, o patrimônio líquido total dos fundos de investimento administrados pelo Crefisul era de mais de R$ 79 milhões. Mas, após ajustes feitos, apurou-se que os fundos tinham patrimônio líquido de cerca de R$ 2 milhões. As fraudes foram praticadas para dar a falsa impressão de lucros, segundo o MPF, criando balanços positivos que permitissem ao grupo captar mais recursos. Informações de O Globo.

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