Projeto de deputado baiano propõe a proibição da venda de agrotóxicos à base de neonicotinoide

O deputado Marcelino Galo Lula (PT), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) apresentou o Projeto de Lei número 23.378/2019 que prevê a proibição de agrotóxico à base de neonicotinoide e que provoca a morte de abelhas.
De acordo com o petista, o produto causa a morte de insetos que se alimentam de plantas, entre eles a abelha que coleta o pólen de flores para produção do mel. No texto, Galo destaca que a Bahia é o terceiro maior produtor de mel da região Nordeste do país com mais de oito mil agricultores familiares que vivem da criação e manejo das abelhas.
“Estudos apontam que os principais inimigos das abelhas são os agrotóxicos neonicotinoides, uma classe de inseticidas derivados da nicotina, como por exemplo o Clotianidina, Imidaclorid e o Tiametoxam. A diferença para os outros venenos é que ele tem a capacidade de se espalhar por todas as partes da planta: flores, ramos, raízes e até o néctar e pólen. Eles são usados em diversas culturas como de algodão, milho, soja, arroz e batata”, explica o deputado em sua justificativa.

O projeto do parlamentar também ressalta que os pesticidas aplicados nas sementes de várias culturas permanecem nas plantas conforme elas crescem e matam os insetos que as comem. “A quantidade necessária para destruir os insetos é incrivelmente pequena: os neonicotinoides são 10 mil vezes mais potentes que o DDT. Basta que as abelhas sejam expostas a 5 nanogramas para que a metade delas venha a morrer”, diz Galo, lembrando ainda que outras espécies como borboletas, mariposas, besouros e outros polinizadores podem morrer.

Outra preocupação do deputado é o fato de os neonicotinoides permanecerem no solo por mais de 19 anos, acumulando ano a ano. “O uso de alguns membros da família dos neonicotinoides foi proibido na comunidade europeia e outros países após estudos evidenciarem correlações com o desaparecimento de colônias de abelhas”, exemplificou.

“Desta forma, a exemplo de diversos países no mundo com França, Alemanha e Itália que proibiram o uso de agrotóxicos à base de neonicotinoides e seus derivados, é de fundamental importância que os demais parlamentares desta Casa compreendam a necessidade e urgência no sentido de proibirmos o uso de agrotóxicos à base de neonicotinoides e seus derivados em todo o território baiano”, defendeu Galo ao fim do seu projeto de lei.

Fonte: Alba

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