Relatório da PF confirma que Adélio Bispo agiu sozinho em atentado a Bolsonaro

Um novo relatório produzido pela Polícia Federal confirma que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho em atentado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no ano de 2018. Segundo a coluna de Bela Megale no ‘Globo’, o documento deve ser apresentado nas próximas semanas.

Em 2018, o então presidenciável foi vítima de ataque a faca na tarde da quinta-feira, 6. O crime aconteceu durante ato de sua campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais. O presidente foi levado por seguranças para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde foi constatado lesão no intestino.

Segundo as provas colhidas na investigação, não há indícios da participação de terceiros ou da existência de um mandante para o crime. Essa já é a segunda investigação da PF sobre o caso. Na primeira, finalizada em setembro de 2018, o órgão já tinha chegado a conclusão de que Adélio Bispo agiu sozinho no dia e no momento em que esfaqueou Bolsonaro.

No entanto, na última terça-feira, 28, o próprio presidente chegou a pedir a reabertura das investigações. Na ocasião, Bolsonaro voltou a dizer que acredita que há um mandante por trás da tentativa de homicídio praticada por Adélio.

“Eu não tenho provas, tenho sentimento. O que for possível a Polícia Federal fazer, dentro da legalidade, para apurar quem pagou o Adélio para me matar, vai fazer”, afirmou a jornalistas.

No último domingo, 26, em carta aberta, a Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF) disse que o inquérito do caso foi conduzido com prioridade e atendendo aos protocolos. Até agora, a polícia ouviu 192 pessoas, entre testemunhas e suspeitos, sendo 103 formalmente e 89 entrevistadas em campo.

“O inquérito recebeu total atenção da PF, e seguiu em caráter prioritário em razão de ser um crime contra a segurança nacional e a própria democracia”, diz o texto. “As linhas investigativas continuam sendo exauridas, para que ao final a sociedade tenha a certeza absoluta de que a verdade foi alcançada ou foram esgotadas todas as possibilidades de apuração. Entretanto, não é possível produzir em uma investigação um resultado específico desejado. As atividades da Polícia Federal seguem a legislação e protocolos pré-estabelecidos e estão sob os controles da Corregedoria, do Ministério Público, do Judiciário, da Controladoria Geral da União, do Tribunal de Contas da União, das defesas e, em última análise, da sociedade organizada”, acrescenta a nota, conforme divulgado pela Agência Brasil. Informações do Portal A Tarde.

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