Roger Machado falou sobre derrota do Tricolor no Rio

Após a derrota para o Botafogo por 3 a 2, o técnico Roger Machado concedeu entrevista coletiva no estádio Nilton Santos. O treinador analisou a partida e lamentou os gols sofridos pelo Tricolor.

“Sempre dá para explicar. Calor do jogo é mais difícil, melhor sempre rever o jogo para conseguir apontar com mais propriedade. Porém, perdemos um jogo por 20 minutos do primeiro tempo. Depois do nosso gol, perdemos o controle do meio, que a gente vinha bem forte até conseguir o gol, dava a possibilidade de roubar a bola alta. Foi nesse momento que construímos o gol. Roubamos a bola alta. Posterior a isso, entramos para o campo adversário de forma posicional, sem constranger o adversário. Eles conseguiram nos levar para nosso campo. Sempre, além da construção coletiva adversária, há alguns equívocos do ponto de vista técnico e tático que aumentam a chance de o adversário furar nossa baliza. Isso aconteceu hoje. Primeiro gol de bola Prada, a gente salientou que João Paulo tem bola de tempo. A gente tinha que atacar essa bola em um ponto mais alto. Houve o rebote. Pelo fato da gente não estar afastado da pequena área, deu condição para eles concluírem. Segundo gol, eles chegaram com superioridade dentro da área. Terceiro gol infelizmente com erro individual. Com calma vou rever. Mas o segundo tempo voltamos inteiros, com melhor sorte teríamos o empate para levar um ponto para casa e não sair tão frustrados quanto saímos”, disse.

Para Roger, o erro capital do Bahia na partida desta quinta-feira (2) foi não ter conseguido matar a partida quando tinha o placar na mão. O treinador se queixou da postura defensiva da equipe após fazer o primeiro gol.

“A equipe vai amadurecer no decorrer da competição. Campeonato Brasileiro pune quando não define a partida quando o adversário está fragilizado. Após o gol, a torcida começou a vaiar, momento de a gente pressionar um pouco mais, para tentar fazer o segundo gol. Ao contrário, a gente cedeu campo. Permitimos que eles retomassem o controle emocional através de erros de passes e de tomadas de decisão. Gosto de ver minha equipe jogando para frente. E vou me defender marcando o adversário lá na frente. Em uma noite mais eficaz, talvez uma ou duas bolas entrassem, e o resultado seria outro. A gente fica chateado. Produzimos suficiente para sair daqui com um resultado diferente. Mas domingo tem mais, não dá para baixar a cabeça”, comentou.

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