Saiba o que é a Síndrome da Mão-Pé-Boca e como tratar

Considerando a atuação situação epidemiológica no Estado da Bahia sobre a Síndrome Mão-Pé-Boca, a Secretaria de Saúde (Sesau), através da Diretoria de Vigilância em Saúde (Divisa) e da Vigilância Epidemiológica (COVEPI), alerta a população sobre os cuidados a serem tomados na prevenção e tratamento da doença.

A síndrome é causada pelo vírus Coxsackie A16, que atinge normalmente o intestino, causando estomatites (afta na mucosa bucal) e também lesões nas mãos e pés. Apesar da possibilidade de adultos serem acometidos pela doença, a mesma é mais comum em crianças de seis meses a três anos de idade.

Conheça alguns dos sintomas da doença:

  • Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
  • Um a dois dias após a febre, surgem na boca, amídalas e faringe, manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para aftas muito dolorosas e gânglios aumentados no pescoço;
  • Erupção de pequenas bolhas, em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Essas bolhas são de curta duração, entre sete a 10 dias, não provocam prurido e não são dolorosas;
  • Mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça, vômitos e diarreia;
  • Dificuldade de deglutição e excesso de salivação, devido à dor.

A Sesau pede que ao apresentar qualquer um desses sinais, que seja procurada a unidade de saúde mais próxima para que um diagnóstico clínico seja feito. A Divisa emitiu nota técnica a todas as unidades orientando a notificação dos casos à Vigilância Epidemiológica.

A Divisa informa ainda que não existe vacina contra o vírus, que normalmente é combatido pelo próprio organismo humano no período médio de 10 dias. Contudo, alguns cuidados devem ser tomados na prevenção e no tratamento:

  • Lavagem das mãos, frequentemente, com água e sabão, especialmente, antes e depois de lidar com o indivíduo doente, troca de fralda ou levá-la ao banheiro. Se a criança doente puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;
  • Evitar contato muito próximo, como beijar ou abraçar pessoas com a síndrome da mão-pé-boca;
  • Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
  • Manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
  • Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
  • Afastar os indivíduos doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);
  • Lavar superfícies, objetos e brinquedos que tiveram contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes, com água e sabão e desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (uma colher de sopa de água sanitária diluída em quatro copos de água limpa);
  • Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em recipientes ou lixeiras fechadas;
  • Desinfetar com frequência superfícies e objetos que foram manuseados, tais como brinquedos ou maçanetas, especialmente se alguém estiver doente.

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