Vitória longe dos holofotes após terceira eliminação seguida

Vistoria nos estádios baianos pelo Comitê Organizador Local da Copa 2014 Na foto: Estádio Manoel Barradas (Barradão) Autora: Carol Garcia / AGECOM

O Vitória é o maior campeão da Copa do Nordeste, mas caiu pela terceira vez seguida nas quartas de final da competição. No dia seguinte, caiu, pela segunda vez consecutiva, na fase de grupos do Campeonato Baiano. Como o Brasileirão Série B e a Copa do Brasil só terminam em 2021, o ano de 2020 será o terceiro seguido do Leão sem conquistar títulos. A última vez que isso aconteceu foi entre 1986 e 1988.

Entre 2001 e 2010, o Vitória conquistou oito dos dez títulos baianos possíveis. Aliado a isso, foram dois títulos da Copa do Nordeste (2003 e 2010). Uma nova geração pôde acompanhar essa boa fase do Vitória, se não em cenário nacional, já que chegou à Série C em 2006 e disputou a Série A apenas cinco vezes no período, pelo menos em âmbito local.

No entanto, o Leão deixou de ser protagonista também nessas competições nas últimas temporadas. Já são 11 anos sem conquistar a Copa do Nordeste, e não levanta uma taça desde 2017, quando venceu o Baianão pela última vez.

E a falta de protagonismo não se justifica apenas pela ausência de títulos, mas também pela forma que as eliminações ocorreram. Perder para o Ceará, time de Série A, em jogo único, com portões fechados, voltando de uma paralisação de quatro meses, por 1 a 0, com gol de pênalti, não é um resultado catastrófico. Porém, o Vitória teve um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo, e não conseguiu apresentar as chances que deveria nessas circunstâncias.

Um dia depois, vem a eliminação do Baiano. O Vitória, dado os resultados dos outros jogos, precisaria vencer o Doce Mel por cinco gols de diferença para se classificar. Por mais que o Doce Mel seja um time de menor expressão, esse placar não é fácil de se fazer. Entretanto, o resultado foi um empate por 2 a 2.

Vale lembrar que o Doce Mel começou a se preparar para a retomada do estadual 10 dias antes do reinício da competição. O Vitória estava se preparando desde o dia 17 de junho na Toca do Leão, e teve cerca de cinco semanas de treino.

Sete das nove rodadas do estadual foram disputadas com o elenco sub-23 do rubro-negro. Situação que não diminui o tamanho do vexame protagonizado ao não conseguir ficar nem entre os quatro melhores do campeonato.

Chance de redenção

O Vitória ainda tem as duas competições nacionais para tentar se redimir dos revezes recentes. Porém, o histórico não ajuda. Nos últimos quatro campeonatos brasileiros que disputou – 3 na série A e 1 na série B – o Leão teve uma média de 42,5 pontos, sendo sua maior pontuação 45, nos anos de 2016 e 2019. A melhor colocação foi 12º, na Série B do ano passado.

Já na Copa do Brasil o adversário é o carrasco Ceará O primeiro jogo, no Castelão, em Fortaleza, foi 1 a 0 para o Vozão, e o Vitória terá que vencer pelo mesmo resultado para pelo menos levar o confronto aos pênaltis.

Confiança em Pivetti

Com a saída de Geninho na paralisação, o comandante do “barco” será Bruno Pivetti. O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, tirou a responsabilidade do treinador nas eliminações, e ainda elogiou o futebol do time. “O Vitória jogava na transição, com um homem perdido entre os zagueiros. Hoje joga pressionando o adversário, com posse de bola, como tem que ser o futebol moderno”, disse ele, em áudio vazado na internet.

Contratação

O Vitória anunciou, ontem, a chegada do meia-atacante Marcelinho, 35, que atuava no Ludogorets, da Bulgária. O atleta chega em Salvador amanhã, para avaliação médica e assinatura do contrato. Informações do Portal A Tarde.

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